Você sabe que existe uma farmácia dentro de você?

14/10/2019 7 min de leitura

Todos nós temos hormônios que atuam na regulação dos nossos sentimentos. Conheça-os.

Os remédios fornecidos pela indústria farmacêutica estão à nossa disposição aos montes. Apareceram alguns sintomas de gripe? Temos várias opções de antigripais e antialérgicos. É uma simples dor de cabeça? Temos outros tantos títulos. É uma coceira na pele? Você consegue encontrar uma série de pomadas com corticóides e anti-histamínicos. 

No entanto, um aspecto para o qual você talvez nunca tenha atentado, é que o nosso corpo trabalha para sanar nossas próprias disfunções. Ou seja, temos dentro de nós mesmos uma série de substâncias que agem no sentido de regular nossas funções corporais, tal qual uma Farmácia Interna.

Além da regulação do nosso funcionamento interno, essas substâncias, conhecidas como hormônios, também são responsáveis pelos nossos comportamentos. A manifestação desses hormônios em nosso corpo pode determinar como vamos agir em determinadas situações, e certas situações às quais somos expostos podem determinar a quantidade desses hormônios que serão liberadas em nosso corpo.

Com essas informações, não queremos dizer que você deve ignorar completamente a indústria farmacêutica, longe disso, estamos apenas esclarecendo que o seu próprio corpo trabalha para a sua recuperação, portanto, você tendo conhecimento disso, pode preparar seu corpo para que ele trabalhe para você.

Tendo a consciência de que os hormônios atuam dessa maneira em seu organismo e tendo a consciência das funções de cada um deles,  é possível usar isso ao seu favor no sentido de controlar a produção desses hormônios.

Se você tem alguma disfunção hormonal, muito provavelmente o controle sobre as glândulas produtoras dos hormônios  está além de suas forças, no entanto, se você não tem patologias em relação à sua produção hormonal, você pode descobrir novas maneiras de controlá-la. Cada hormônio possui uma função em nosso corpo  e a ativação deles ocorre de maneira diferente, dependendo muito das atitudes que o sujeito decide tomar e das situações às quais ele é exposto.

Matriz ativa de formação de crenças

Se você conhece a Febracis, muito provavelmente já ouviu falar em crenças.

“Mas o que são crenças? Crença é toda programação mental (sinapses neurais) adquirida como aprendizado durante toda a vida e que determina os comportamentos, atitudes, resultados, conquistas e qualidade de vida.”

Tendo como base o conceito de crenças, é possível entender que a partir do momento que temos consciência que elas existem, podemos trabalhar para desfazê-las ou reprogramá-las. Esse processo acontece basicamente através da Matriz Ativa de Formação de Crenças, que é quando começamos a mudar nossa Comunicação → para então transformarmos os nossos Pensamentos → depois os nossos Sentimentos → e só então mudarmos nossas Crenças.

C → P → S → C

E o que é tudo isso? Quando começamos a transformar nossos comportamentos, nossa mente começa a pensar de uma maneira diferente, começamos a ter novos sentimentos e produzimos novas crenças em nós mesmos. Ou seja, a partir de novas atitudes, conseguimos transformar todo um ciclo de pensamentos.

Imagine então o que pode acontecer com a nossa produção hormonal quando temos essas novas atitudes. A palavra é autoconsciência: quando entendemos como nosso corpo funciona e os processos que o envolvem, passamos a ter noção do que precisamos. Todas essas questões sobre crenças e a reprogramação delas você pode entender melhor no Maior Treinamento de Inteligência Emocional do Mundo, o Método CIS.

Vamos entender agora como os hormônios atuam para a nossa restauração corporal. 

Hormônios

Entenda que hormônios são esses e como eles agem em nosso organismo:

  • Adrenalina – hormônio da ação
  • Serotonina – hormônio da felicidade
  • Dopamina – hormônio da motivação
  • Ocitocina – hormônio do amor e da confiança
  • Endorfina – hormônio do prazer e da persistência
  • Cortisol – hormônio regulador do estresse
  • Testosterona – hormônio da ação
  • Grelina – hormônio da fome

Adrenalina – hormônio da ação

A adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais e prepara o corpo para momentos de esforço físico ou para enfrentar algum perigo, além de poder ser produzido em momentos de luta e fuga.

A liberação desse hormônio causa os seguintes efeitos no indivíduo: dilatação das pupilas,  aceleração dos batimentos cardíacos. Isso acontece para que nos mantenhamos alertas para a situação de risco. Além das características anteriores, a produção de adrenalina também pode causar  tremores pelo corpo e dificuldade de raciocinar. 

Como podemos estimular a produção de adrenalina: através de respirações rápidas e curtas, como se estivesse ofegante após uma corrida intensa.  

Serotonina – hormônio da felicidade

A serotonina é o hormônio responsável por regular o sono, apetite, humor, sensibilidade e uma série de outros aspectos. Por isso, quando temos baixos níveis de serotonina em nosso organismo, estamos propensos a ter mau humor, depressão, ansiedade e dificuldade para dormir.

Como podemos estimular a produção de serotonina: tomar sol, sorrir mais – mesmo estando triste –  consumir alimentos saudáveis – que possuam triptofano – e praticar exercícios físicos.

Dopamina – hormônio da motivação

A dopamina é conhecida como o hormônio do prazer, ou seja, ela é responsável por estimular o sistema nervoso, ativando os circuitos de recompensa e desencadeando impulsos de bem-estar. Este hormônio está diretamente ligado à sensação de felicidade.

A falta desse hormônio pode ocasionar problemas como ansiedade, depressão e desencadear doenças motoras graves como o Mal de Parkinson.

Como podemos estimular a produção de dopamina: através da prática de esportes, mindfulness, evitar bebidas com cafeína e alimentos ricos em tirosina (derivados do leite, abacate, abóbora, feijão, carne, ovos…)

Mulher sorrindo e erguendo os braços
Shutterstock

Ocitocina – hormônio do amor e da confiança

A ocitocina é conhecida como hormônio do amor e é altamente importante para nossos relacionamentos pois é liberada, principalmente, com demonstrações de afeto, sendo produzida em maior quantidade quando se está em uma relação afetiva. É o hormônio responsável pela segurança e fidelidade entre casais. Altos níveis de ocitocina em nosso corpo são capazes até mesmo de aumentar nossa empatia.

A ocitocina é também o hormônio responsável por intensificar as contrações uterinas e abrir o colo do útero, permitindo uma melhor passagem do bebê. Em um segundo momento do parto, a ocitocina é responsável pelo maior apego entre mãe e filho. Pesquisas comprovam que quanto maiores os níveis de ocitocina, mais conexão com os bebês as mães criam. 

Como podemos estimular a produção de ocitocina: por meio de abraços, não qualquer abraço, e sim abraços calorosos e mais longos, que passam carinho verdadeiro. É altamente recomendado entre pais e filhos a demonstração de carinho e bastante amor com frequência.  

Endorfina – hormônio do prazer e da persistência

A endorfina também é responsável pelo bem-estar, melhorando o humor, a disposição física e mental, a memória e o sistema imunológico. Ela funciona como um analgésico e um agente antienvelhecimento que são produzidos naturalmente pelo organismo.

Esse hormônio é responsável pela melhora da autoestima, proporcionando assim, a redução de sintomas depressivos e de ansiedade.

Como podemos estimular a produção de endorfina: você consegue produzir endorfina depois de alguns minutos de exercício físico ou durante um orgasmo – um ato que relaxa, dá prazer e desperta uma sensação de euforia e bem-estar. Alimentos como cacau e pimenta também são grandes ativadores de endorfina.

Cortisol – hormônio regulador do estresse

O cortisol é o hormônio responsável por regular os níveis de estresse no corpo. Esse hormônio se encontra em abundância no corpo quando o indivíduo passa por situações de estresse, seja uma simples irritação ou uma situação gravíssima. O objetivo da presença do hormônio no organismo é levar o indivíduo ao estado normal de equilíbrio.

Se os níveis desse hormônio estiverem altos no corpo e não forem constantemente regulados, pode reduzir a quantidade de outros hormônios, deixar a pessoa irritadiça e causar sintomas de depressão e fraqueza, podendo desenvolver até mesmo doenças mais sérias como o câncer.

Como manter baixos níveis de cortisol: esse hormônio precisa estar controlado no seu organismo e você precisa ter em sua rotina hábitos como a meditação, o mindfulness, a prática recorrente de esportes e uma alimentação saudável com um bom consumo de vitamina C e evitando o consumo exagerado de café.

Testosterona – hormônio da ação

Quando falamos em testosterona pensamos logo em um hormônio sexual que remete à força masculina e em uso de anabolizantes para crescimento de músculos. No entanto, assim como a adrenalina, a testosterona é considerada o hormônio da ação e é produzida por homens e mulheres, e tem inúmeras funções em nosso organismo.

Nos homens ela é produzida nos testículos e nas mulheres é produzida nos ovários. Quando aumentamos os níveis de testosterona em nosso organismo, temos gana para enfrentar desafios, aumentamos nossa força física e melhoramos nosso humor, nos tornamos mais autoconfiantes, inquietos e somos mais impulsivos.

Como podemos estimular a produção de testosterona: os famosos exercícios de ativação de recursos são responsáveis pela rápida elevação de níveis de testosterona em seu corpo. Sabe o “Yes Yes Yes” tão praticado e incentivado por todos os profissionais da Febracis? Então, ele é um exercício de ativação de recurso que aumenta a testosterona no organismo e faz com que estejamos preparados para enfrentar os desafios do dia, cheios de força, garra e autoconfiança.

Se você nunca participou de nenhuma prática de ativação de recurso, esteja pronto para se arrepiar apenas assistindo ao vídeo do time de rugbi All Blacks. O time ativa seus recursos internos com o intuito de superar seus desafios e alcançar a vitória. 

Grelina – hormônio da fome

Talvez esse nome não lhe seja familiar, mas a grelina é responsável pela geração da sensação de fome. Produzida nas células do estômago e do pâncreas, ela avisa ao cérebro que o estômago está vazio e que é hora de comer. Quando comemos, aí entra em ação a leptina, que é o hormônio responsável pela sensação de saciedade.

Sabe aquela irritação que aparece quando estamos com fome? É a grelina avisando ao corpo que precisamos ir atrás de comida. Por isso aumentamos nosso nível de agressividade e fica tão difícil nos concentrarmos em qualquer outra coisa.

Novos comportamentos

Como você pôde entender, hormônios são substâncias químicas produzidas pelo nosso corpo com capacidade de transformar nossas funções biológicas e melhorar o funcionamento do nosso organismo de acordo com as situações em que nos encontramos.

Você percebe que as situações em que o indivíduo se encontra e os comportamentos exercidos por ele determinam, na maioria das vezes, os níveis de produção hormonal?

Você tem a capacidade de mudar seu padrão comportamental e transformar, consequentemente, a produção da sua farmácia interna, melhorando assim a sua performance.

Mas por que parece tão difícil incluir novos comportamentos em nosso dia a dia? Porque o nosso cérebro precisa de adaptação! No início é difícil pois o cérebro ainda está se adaptando a novos estímulos, mas uma vez que você insiste na mudança e se adapta, você consegue alcançar seus objetivos.

Quanto mais dopamina e testosterona você produzir, por exemplo, mais seu cérebro sentirá prazer em desempenhar aquelas funções e mais fácil será manter o foco, afinal, você estará estimulando o seu cérebro.

Então, lembre-se: a palavra é autoconsciência! Conheça sua mente, conheça seu corpo e alcance transformações extraordinárias em sua vida.