Fome: de onde vem essa sensação?

19/02/2020 2 min de leitura

A fome nada mais é do que uma sensação fisiológica causada pela ausência de alimentos no estômago por longos períodos. Esse fato leva o organismo a ter uma baixa de energia para executar suas funções vitais básicas.

Quando sentimos fome, nosso corpo manda sinais, e um dos primeiros é o: ronco no estômago – aquela velha sensação da barriga roncando. Além disso, a fraqueza, o mau humor e a dor de cabeça também são sinais enviados pelo corpo.

Isso acontece porque a nossa principal fonte de energia é a glicose (açúcar) e, durante esse período sem alimentação, os níveis de glicose despencam na corrente sanguínea, causando essa série de sensações desagradáveis. O hormônio liberado quando o estômago está vazio é a grelina, ela age diretamente no cérebro ativando a sensação de fome.

Além da fome física, propriamente dita, existe também o que chamamos de fome emocional. Quando estamos sob pressão, preocupados com alguma situação, tristes, ansiosos ou tensos, costumamos sentir desejo de comer determinados alimentos que nos trazem a sensação de satisfação e prazer. Esse tipo de fome surge repentinamente, mesmo logo após uma refeição e, em geral, tem caráter de urgência, não sendo um fenômeno gradativo como a fome física. A fome emocional também não necessariamente apresenta desconforto físico.

Como lidar com a sensação da fome?

Se você é o tipo de pessoa que sente fome o dia todo e sempre arranja desculpas para beliscar alguma coisa, especialmente alimentos pouco nutritivos, saiba que esse hábito pode ser o responsável não apenas por aumento de peso, como também pelo aparecimento de alguns problemas de saúde.

Separamos algumas dicas que podem ajudar a diminuir a sensação de fome.
Beba água: os sinais da sede e da fome são os mesmos e você pode confundir um com o outro. Além disso, manter o corpo hidratado é vital para o seu bom funcionamento.
Beba chá: alguns chás ajudam na compulsão alimentar, como o chá de moringa, carqueja, gengibre e garcínia.
Controle suas emoções: a mente é muito mais poderosa do que imaginamos. Por mais difícil que possa parecer, controlar pensamentos e emoções é essencial para distrair a fome, principalmente a emocional.
Evite o açúcar: por se tratar de um carboidrato simples, nosso corpo o digere muito rápido, fazendo com que a fome surja mais rápido que o normal.
Mastigue bem os alimentos: uma boa mastigação, ou seja, uma trituração adequada dos alimentos, estimula o centro da saciedade – um controle que temos ao nível do cérebro e que regula a ingestão de alimentos.

Logicamente, orientamos que você reconheça que tipo de fome está sentindo. Se a fome for física, nossa recomendação é simples: coma! No entanto, se você identificar que a sua fome é emocional, o ideal é que você, primeiramente, procure entender a situação que tem sido gatilho para esse quadro. A partir daí, busque outras fontes que não sejam alimentos para suprir sua necessidade, tais como praticar uma atividade prazerosa, fazer meditação, sair com os amigos ou ver aquele filme que você tanto queria.

Sempre reforçamos que você deve estar feliz com aquilo que coloca em seu prato, sem neuras ou obsessões. Pratique o autoconhecimento e acima de tudo, respeite-se.