DIETAS: ENTENDA UM POUCO MAIS SOBRE DIETA CETOGÊNICA

20/02/2020 3 min de leitura

A dieta cetogênica é mais uma entre as tantas estratégias alimentares que existem para suprir as necessidades e objetivos de cada um. Esse método propõe reduzir bruscamente a quantidade de carboidratos consumidos e aumentar consideravelmente o consumo de gorduras, além de elevar um pouco a ingestão de proteínas. Estas mudanças são realizadas principalmente para quem objetiva perder peso.

Mas o que poucos sabem é que a dieta cetogênica já é utilizada há bastante tempo com fins de tratamento para pessoas acometidas de epilepsia – doença caracterizada por desarranjo do sistema nervoso – pois é uma estratégia capaz de reduzir em até 75% os episódios de convulsões.

A Dieta Cetogênica em relação ao emagrecimento

A dieta cetogênica ajuda a emagrecer porque reduz bruscamente o consumo de carboidratos, que são a principal fonte de energia do organismo. Sem carboidratos, o corpo é praticamente forçado a quebrar gordura. Além de quebrar a gordura que vem dos alimentos, também quebra aquela que já está acumulada no nosso corpo. Em geral a gordura se acumula no corpo devido aos excessos de carboidratos na alimentação, e todo esse processo de reduzir o consumo de carboidratos leva à perda de peso. No entanto, boa parte da perda de peso pode ser devido à perda de água contida nas reservas de glicogênio, que se esgotam após o início da dieta. Por isso é aconselhável que você busque orientação profissional de um nutricionista para ajustar a estratégia de acordo com o seu caso.

Qual a composição da Dieta Cetogênica?

Caracteriza-se por ser composta de 65% a 75% das calorias da dieta por gorduras, menos de 10% de carboidratos (em torno de 50 g ao dia), e 25% a 30% de proteínas. Não existe uma regra para quantas refeições se deve fazer, o importante é seguir essa distribuição de macronutrientes ao longo do dia. E se junto à dieta você praticar atividades físicas (o que é super recomendado para potencializar os resultados), o ideal é que seu consumo de carboidratos se dê no período anterior ao treino, para que seu corpo consiga fazer reserva de glicogênio e gerar energia suficiente para sua atividade.

Alimentos liberados

É estimulado o maior consumo de gorduras e proteínas, tais como:

peito de frango;
carnes vermelhas;
peixes;
ovos;
carne suína;
oleaginosas (castanhas de caju e do pará, amêndoas, nozes);
azeite de oliva, óleo de coco, tcm coco;
manteiga, de preferência a ghee;
frutas como abacate e coco (ricas em gorduras);
verduras e quase todos os legumes.

Alimentos que devem ser evitados

A dieta privilegia alimentos naturais e limita alimentos processados, ultraprocessados e alguns carboidratos, especialmente os mais simples e de fácil absorção como:

doces;
pães;
macarrão;
farinhas;
bebidas alcoólicas;
tubérculos, como cenoura, batata, mandioca, inhame;
leguminosas, como feijão, soja, ervilha, grão-de-bico.

Saiba mais sobre a dieta

É comum que alguns efeitos adversos apareçam no início da dieta, devido à redução dos carboidratos.

fraqueza;
dores de cabeça;
constipação. 

A fraqueza acontece porque o carboidrato é a principal fonte de energia do organismo. As dores de cabeça são sinais de desidratação, pois carboidratos acumulam bastante água, (cada 1g de carboidrato concentra 3g de água) e quanto menos líquido em circulação, menor é o transporte de oxigênio para o cérebro; já a constipação é referente à pequena quantidade de fibras presentes na dieta.

Estes sintomas são de curta duração e podem ser reduzidos pela ingestão diária de  líquidos em abundância, multivitamínicos, suplementos minerais e fibras. Tendo em vista que a oferta de nutrientes, como vitaminas e minerais, é insuficiente devido à menor oferta de alimentos, a suplementação alimentar se faz altamente necessária. 

Os benefícios dessa dieta vão além do emagrecimento:

menos inflamação;
redução do risco de câncer;
reduz os níveis de insulina sanguínea;
mais atenção, foco e clareza mental;
saciedade.

No entanto, alguns grupos precisam ter cuidado com a implementação dessa estratégia: grávidas e lactantes, diabéticos tipo 1 e 2 descompensados, pessoas que tenham feito cirurgia de vesícula biliar e aquelas que tenham histórico de problemas renais.

Procure orientação profissional e avalie juntamente ao especialista se existe a possibilidade de implementar este protocolo  em sua rotina e usufruir dos benefícios que ele pode trazer.