Comida saudável é comida cara: mito ou verdade?

09/04/2020 3 min de leitura

“Quem investe em saúde é fútil”
“Comida saudável é muito cara”
“Sou muito ocupada, não tenho tempo para cuidar da minha saúde”

São muitas as objeções que ouvimos quando o assunto é saúde. Por isso, hoje estamos aqui para derrubar os argumentos que sustentam a seguinte frase: “Comida saudável é muito cara”.

Quando se fala em dieta ou mesmo alimentação saudável, o argumento mais comum entre as pessoas é que é muito caro manter bons hábitos alimentares por muito tempo. Mas, será mesmo? Então aqui vão algumas estratégias para que você mantenha uma alimentação saudável que caiba no bolso.

Anote seus gastos

Antes de qualquer coisa, gostaríamos de propor que você anote os seus gastos com comida e, principalmente, anote seus gastos semanais com guloseimas, tais como bolo, salgadinho, biscoito recheado, refrigerante, pizza, sanduíche; comidas de aplicativo e fast foods.

Você se surpreenderá com a quantidade de dinheiro gasto com esse tipo de alimento! 

É bom que você tenha bem clara a origem dos seus gastos alimentares para saber em quais tipos de alimentos você tem investido mais, e descobrir se, realmente, alimentos como frutas, verduras, legumes e oleaginosas têm deixado o seu orçamento mais pesado.

Cuidado com os alimentos “tendência”

Atualmente, o que mais encontramos nas prateleiras são alimentos diet, light, sem glúten, sem lactose, zero açúcar e zero sódio. Eles costumam encarecer bastante a lista de compras da dieta. Se você não tem nenhum tipo de restrição, como ser intolerante à lactose, celíaco (alergia à proteína do trigo) ou diabético, esse tipo de alimento pode ser facilmente excluído da sua lista de compras. 

Falando nisso, sempre dê uma olhada nos rótulos, pois alimentos usam títulos “da moda” para mostrar que possuem benefícios, mas escondem certos ingredientes ao fazer uso de outros nomes. Os alimentos conhecidos como “zero açúcar”, por exemplo, utilizam açúcares com outros nomes para disfarçar, como maltodextrina e xarope de milho. 

Alimentos em suas versões “normais”, quando consumidos de forma equilibrada, são perfeitamente aceitos na dieta.

Coma comida de verdade

Que tal desembalar menos e descascar mais? Frutas, legumes, verduras, carnes magras e  cereais não possuem rótulos e são muito mais saudáveis e baratos que alimentos congelados e ultraprocessados.

Então, tente diminuir ao máximo o consumo de comidas congeladas e altamente processadas, passe a utilizar produtos mais naturais e crie o hábito de cozinhar. Além de poder ser um costume muito prazeroso, cozinhar com certeza será um alívio para o seu orçamento.

Sempre fique de olho nas frutas, legumes e verduras da época, pois além de serem mais baratas, são muito mais nutritivas. Atenção também para os dias de promoção nos supermercados, tais como “dia da fruta” e “dia da carne”. Os supermercados costumam estabelecer alguns dias da semana para colocar determinados grupos de alimentos em oferta, como frutas, legumes e verduras de domingo à terça, ou carnes e frios às quintas e sextas, por exemplo. Fazer as compras nesses dias específicos lhe ajudará a aproveitar as promoções e gastar menos dinheiro.

Compare preços em dois ou três supermercados, pois eles podem variar consideravelmente de um para o outro. E se encontrar algum alimento com um preço irresistível, e que possa ser congelado, invista! Brócolis, couve-flor, morango, uvas, abacaxi e maracujá (a polpa do fruto) são alguns exemplos de alimentos que podem ser congelados.


Fonte: Shutterstock

Aposte em substituições

O segredo para uma dieta econômica é consumir alimentos naturais e ainda apostar em possíveis substituições. 

O arroz multigrãos, por exemplo, pode ser substituído por arroz branco ou parboilizado, bastante temperado com legumes, chia e linhaça, que são grãos com preços super acessíveis. O salmão pode ser substituído por sardinha ou tilápia, e as nozes por castanha de caju ou amendoim.

Troque o pão por tapioca ou cuscuz durante alguns dias. As idas à padaria irão diminuir e consequentemente os gastos também.

Preço x valor

Você sabe a diferença entre essas duas palavras? Vamos trazer um exemplo prático para que seu entendimento seja mais claro.

Se você vai ao supermercado e vê uma caixinha de aveia custando dez reais, muito provavelmente você pode estranhar e pensar: “Que absurdo, como isso está caro!” Nesse exato momento você está olhando apenas para o preço.

Mas se você souber a quantidade de benefícios que a aveia proporciona, como diminuir as taxas de glicose no sangue, melhorar o funcionamento intestinal e diminuir o colesterol ruim do sangue, você vai olhar para a mesma caixa, custando os mesmos dez reais, e vai compreender o real valor dela, e não mais achará aquele alimento caro.

Conseguiu entender a diferença? Pense no custo de uma alimentação saudável a longo prazo. Ao analisar dessa forma, você verá que sai quase de graça. Qualidade de vida e saúde não têm preço.


“Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde, terá de arrumar tempo para cuidar da doença”. (Lair Ribeiro)

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio (Hipócrates)